quinta-feira, 18 de setembro de 2008

RUMO A FELICIDADE OCEANO


Por onde ando

E não te acho

Vislumbrando teu facho

Em meio ao alheio bando


Busco no cotidiano

Embalde me desgasto

No embalo do teu rasto

Vão-se dias, noites...anos


E todas as coisas vão mudando

Alterando o aspecto do espaço

É preciso ter nervos de aço

Pra tolerar o que vai se degradando


As novas gerações engolem o engano

Produto de consumo padrão populacho

A qualidade de vida segue lá embaixo

Somos reles bichos cagando e andando


Desejo tua ternura mano-a-mano

Semear beijos entre tépidos abraços

Tornar público e notório seu lastro

Sorrir, sonhar...flagar-se amando


O que estamos esperando

Vivamos livres com escracho

Como o ritmo de um riacho

Rumo a felicidade oceano


Cada vez mais se distanciando

Viramos mulambo vário pedaço

Então esse recado despacho

Para ressurgirmos humanos


Carregar cruzes até quando?

É hora de encerrar o espetáculo

Não trocar o plástico pelo aço

Não deixar a fila ir-se amarfanhando


Eu quero alguém se tocando

Para um viver lúcido e fácil

Encarando dúvidas e certezas passo-a passo

Colhendo surpresas sem rigidez de plano.



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