
Por onde ando
E não te acho
Vislumbrando teu facho
Em meio ao alheio bando
Busco no cotidiano
Embalde me desgasto
No embalo do teu rasto
Vão-se dias, noites...anos
E todas as coisas vão mudando
Alterando o aspecto do espaço
É preciso ter nervos de aço
Pra tolerar o que vai se degradando
As novas gerações engolem o engano
Produto de consumo padrão populacho
A qualidade de vida segue lá embaixo
Somos reles bichos cagando e andando
Desejo tua ternura mano-a-mano
Semear beijos entre tépidos abraços
Tornar público e notório seu lastro
Sorrir, sonhar...flagar-se amando
O que estamos esperando
Vivamos livres com escracho
Como o ritmo de um riacho
Rumo a felicidade oceano
Cada vez mais se distanciando
Viramos mulambo vário pedaço
Então esse recado despacho
Para ressurgirmos humanos
Carregar cruzes até quando?
É hora de encerrar o espetáculo
Não trocar o plástico pelo aço
Não deixar a fila ir-se amarfanhando
Eu quero alguém se tocando
Para um viver lúcido e fácil
Encarando dúvidas e certezas passo-a passo
Colhendo surpresas sem rigidez de plano.
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