quarta-feira, 24 de setembro de 2008

RECOMPOSIÇÃO DA MULTIPLICIDADE


Culturas dominantes, cambistas, investidores

Articulam seus instrumentos de exploração

Promovendo um quadro estagnado de horrores

Usando doutores e mestres em manter a situação


Psicólogos !

Leave kids alone

Sociólogos !

Deixem de andar

Nas avenidas criadas

Por economistas

Para engenheiros aprontarem

E os médicos atenderem

Congestinados nas pistas


Filósofos vamos instituir

A nova ordem tida utópica

Que os políticos e suas cópias

Não conseguiram fazer advir


Músicos!, vamos recompor a multiplicidade

Dando nova consistência ao ritmo da vida

Reciclando coracões, mentes, sociedade

Tornando cada pessoa mais discernativa!!!

VELOCIDADE ZEN







Ontem



Quando sai apressado



Chegaria lá atrasado






Peguei um atalho



É claro foi mais caro



Mas me dei bem






Dentro do horário



Pré-deter...minado de atraso



Ninguém é de ninguém






Depois do encontro diário



Recheado de silêncio e diálogos



Convenhamos...poucos nos ouvem






No ponto de xerox ou na parada



Nem sempre estou preparado



Para as belezas que me advém






Saindo da lata na garoa estática



Apanho um táxi lunar emitido da mata



Escutando sons que não se detém






O corpo balança, a alma lança-se das capas



Me desloco pelos blocos de quarteirões do bairro



Na noite fria rumo à casa em velocidade zen






segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ÊXTASE E GOZO


Desde te recordo

Descobristes logo

Onde o amor transborda


E eu sempre impetuoso

Marchei sobre o lodo

Mergulhado entre êxtase e gozo


Por ti fiz a matriz rosa

Desabrochando zelosa

Até nos dias de estação inóspita


Recordando da forma mais carinhosa

Mesmo sem contacto comprovo

Sua presença em mim permaneçe nova.

AGRADÁVEL ATMOSFERA


Sei que tem chovido muito ultimamente

É próprio nos meses, na estação

Mas essas duas chuvas

De ontem à noite de segunda

E essa de hoje agora ao meio-dia

Deu um clima lírico de alegria

Ao nosso encontro feito

Em poucos segundos


Digo isso em junho

Espaço de tempo quente

Caloroso com nós dois juntos

No amor que se criou de repente


Vivo e claro como o sol

Que sempre após a torrente

Apareçe como você onde estou

Quando te vejo em minha frente

Querendo te dizer do prazer

De desfrutar tua presença


A tua ausência é pior que o perigo

A chuva fria não gela gera abrigo

Então sinto falta dos teus braços belos

Como das pernas fortes e o brilho dos cabelos


Mais o que me transborda

Como as chuvas dos rios

É que temos um nível macio

Ilustrados não reproduzimos discórdia


Portanto temos o frescor do bom senso

O ar agradável na atmosfera

Que se encerra por dentro

Do coração em direção ao pensamento


Enfim depois que a chuva fica oca

Gosto do tom tenro das cores

Das folhas flores coisas do mundo

Como depois das palavras doces

geradas por sua suculenta boca.

PALAVRA LEVE


Minha boca é uma peça

De encontro ao que interessa

O que nos resta?

Quero um sábio que aponte

Um horizonte uma fresta


Calma! ouça um salmo

A um palmo à sua frente

É raro realizado não falso

Brilho vivo presente


Espalmado divergente

Feito por mãos de forma divina

Comporta o não a contradição

Latente compreende naturezas distintas


Apesar de todo dano do contacto

É uma viagem por dentro

Dentre tantos outros fatos

Mesmo que o corpo seja estado


É uma imagem real como o vento

Na memória de algum evento

Acontecido num instante marcado

Como o orgão emissor da palavra leve


De um som sonhado breve mas procurado

Acompanhado de um beijo que acelera

Os desejos ávidos de serem realizados

Construidos, curtidos, produzidos em série.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

LEGIONÁRIO DA QUIMERA


Você erra quando insiste

Em pensar que só existe

Aquilo que você enterra

Dentro de seu coração


Corrosivo como o chão

E não é pouca agressão

É o espelho da atual confusão

Por outro lado uso melhor a terra


Sofro, compreendo não desespero

Mesmo que não cesse espero

Cabeça limpa sem má intenção

Mãos ativas e boa atuação


Sou o único legionário da quimera

Sem preguiça de escalar a serra

E propor de modo crítico e sincero

Outras formas mais sadias de relação


Onde não se prefira ser rara fera

Nem impor sua própria concepção

Respeitar e amar sem asneiras

Além das maneiras nefastas que desgastam.



O VENTO SOPRA AS FOLHAS VÁRIAS


As folhas no chão declaram

Que as coisas passam.


Um movimento impulsivo espalha

Por meio do vento assanhado

Hastes longas e delgadas

Que mantém outros segmentos

Seuguramente grampeados


Qundo chove a natureza fica agitada

As folhas e os pingos mudam o quadro

Os pingos liquidificam todos os lados

Numa profusão de faíscas e estilhaços


As folhas sacodem tresloucado o espaço

Até ouvimos um uivo em cima da casa

De onde as gotas despencam para baixo

As telhas nas alturas são seguras pelos caibros


As telhas são folhas de argila e força-de-trabalho

É um processo criativo que envolve o cenário

Feito de raciocínio, confecção e fornalha

São artigos finos sobre e dentro do artesanato


Os pingos lá fora em sua folia originária

As folhas em plena verde juventude embalada

Demonstra que a vida avança não é parada

É um acontecimento : silêncio, som, palavra


O que nos envolve num diálogo com significado

Numa sequencia feita de referência e dados

Como a regularidade da natureza e seu espetáculo

Chuvas de estação no trópico do meu estado


Flores : fruto das cores das folhas dos galhos

As telhas unidas idênticas e pelo homem amarradas.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

RUMO A FELICIDADE OCEANO


Por onde ando

E não te acho

Vislumbrando teu facho

Em meio ao alheio bando


Busco no cotidiano

Embalde me desgasto

No embalo do teu rasto

Vão-se dias, noites...anos


E todas as coisas vão mudando

Alterando o aspecto do espaço

É preciso ter nervos de aço

Pra tolerar o que vai se degradando


As novas gerações engolem o engano

Produto de consumo padrão populacho

A qualidade de vida segue lá embaixo

Somos reles bichos cagando e andando


Desejo tua ternura mano-a-mano

Semear beijos entre tépidos abraços

Tornar público e notório seu lastro

Sorrir, sonhar...flagar-se amando


O que estamos esperando

Vivamos livres com escracho

Como o ritmo de um riacho

Rumo a felicidade oceano


Cada vez mais se distanciando

Viramos mulambo vário pedaço

Então esse recado despacho

Para ressurgirmos humanos


Carregar cruzes até quando?

É hora de encerrar o espetáculo

Não trocar o plástico pelo aço

Não deixar a fila ir-se amarfanhando


Eu quero alguém se tocando

Para um viver lúcido e fácil

Encarando dúvidas e certezas passo-a passo

Colhendo surpresas sem rigidez de plano.



IL VENTI DEL CUORE


Seu chamamento

É a chave

Clave e harpejo


Escondida

No fundo
Do coração


Seu sentimento

Lava

Minha alma


Estendida

Nas linhas
Das palmas

Das suas mãos


Refletidas

Na frente

de minhas lentes

de bolha de sabão!!!

MOLA ENCOLHIDA


Hoje eu encontrei alguém

Queria poder dizer agora

Mas ainda é cedo...demora!!!

Como não é nada tarde também


Não sinto nada firme

A não ser seu sorriso

De forma ímpar preciso

Como o relógio diz para o ônibus

Que não abuse que devo ir-me


Não quero sair de perto de você

Mas todos os olhares populares

Ao redor sem ter muito que enxergar

Me furtam, te escondem em lugares

Que não aqueles que juntos sonho pra viver


Antes em outras épocas de amor

Eu partia rumo a paixão confiante

Sem temer ter ou não prazer arfante

Seguindo somente o desejo como dever

Sentindo só o fervor e a pele mudar de cor


Agora não pretendo nem planejo

Estou de fato na linha de ser colhido

Enfrento modalidades de amores e beijos

E me arrebento sem escolher ou ser escolhido

Seu chamamento é chave que libera a mola encolhida!!!

ATRAÇÃO DE ASTRO


Quando ao fim da tarde bem

Lembro que passo feito um astro

Partindo pra noite e suas luzes q'uinda vem

Na escuridão como teu amor em mim se alastra


Brasa de fogo cor do coração arfante que arde

De prazer por viver em cada gesto que mostra

Gosto e morro de paixão pela sedução exposta

E sigo atento ao perigo dos atrevidos da cidade


Quero você cada dia sempre e só pra mim

Continue transcorrendo sem pressa na vida

Os minutos momentos íntimos únicos querida

É que nos fazem reincidir num amor sem fim


Provocado por uma fagulha que nos anima

Que sonhamos criamos para pessoa preferida

Não importa quando senão na forma mais bonita

Como a atração e o carinho que tenho pela carolina!!!

CERTEZA VOLUPTUOSA


Eu quero acontecer

Perto de você

Não ocupar o lugar

Alugar


Mesmo porque

Não tenho tempo a perder

Não pretendo raiar o dia

Nem entrar pelo anoitecer


Quero te ver

E junto enxergar

Que agente sente

O outro presente


Eu não sou poeta

Mas se eu não disser

O que pra mim você é

Minha existência

Seria incompleta


Sem propor fantasias

Falo com certeza voluptuosa

Mais dia menos dia

Nesse campo de espinhos

Um grande risco correria

De não encontra uma rosa


Eu me enrolo em seus cabelos

Ondas onde o meu pensamento enlouqueçe

E encontra sua fonte

Numa conversão de pele e egos


Eu quero me apaixonar

Me aproximar desse mar

Violento, malemolente...fugaz

Sem querer tanta santa paz


A única resposta a ser obtida

Aquele motivo que agente

Sente que está vivo


Desejo Ecoando

Confuso ou preparado

Quando ando ou estou parado.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ATUAÇÕES ATUAIS


Me encontro Nessas alturas

Perdido entre atuações atuais

Sensacões substantivamente reais

Que todo mundo procura


Sempre achando a chave

Que cabe na fechadura

Magn'ética ligada a paz


Paixão de cada figura

Serviço lícto de todos nós

Vendo o rosto pleno de ternura


Apesar dessa vida dura

Que nos ofusca sob pós

Inventemos a cidade futura

Vamos unir desejo e voz!!!


CONTRASTE


Enquanto


O Sol descia




O peitoril


Do horizonte


No fim da tarde
No fundo da casa
A noite chega
Nada negra
Na outra
Margem
Do Rio.

DESPERT'ÂNSIA


Se eu olhar

Seu andar

Dança

Me leva

Me lança


Pr' uma dor breve

Esperança

andança


Que me leva

Que'n' canta

Feito fumaça

Que passa

Pela minha cabeça

E me desmancha


Pr'o amor

Numa doce

Leve

Despert'ânsia!!!

SURPRESA E CONSTATAÇÃO




Surprrendente esse momento dado


Dia de alegria para eu e você


Dia do início do amor que Vamos fazer


Para todos dias dos namorados




São eventos no tempo guardado


Que descobertos nos dão prazer


Ter apostado no que me levou a crer


Que vale a pena por ti ser amado




Tanto encanto deve-se ao fato


De não ter deixado transparecer


Autêntico carinho, ternura ... Ser


E o jeito dos anjos pra ser mais exato




Tudo que eu quero te dizer


É que decerto te ressuscitarão no ato


Para que novas gerações venham a conhecer


E sacar de vez que essa gata é um barato!!!


ILUSTRAÇÃO QUE VEM DE DENTRO




Vamos ornamentar


O tempo


Multiplicar


Nosso divertimento




Vamos findar


Nosso movimento


Mesmo. Não te jeito




A cada momento


Seguimos pra dentro


De um sítio estreito




Por isso penso adentro


Cada segundo que ajeito


Chuva que encorpa a curva no leito


Haste e pétalas vênus ao vento




Hão situações confesso não aguento


Elementos tentam cavar-nos vala no peito


Indivíduos avessos ao nexo e ao direito


Pretendem nos enterrar malas de tormentos




Portanto vamos ilustrar


A própria existência


Bem difuso e singular


Com originalidade e discernimento




Não do modo mecânico e vulgar


Numa uniformidade sem proventos


Que se assiste e se insiste em prolongar


Apesar da maldade : indústria de sofrimento.


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

RETRATO DA FOLIA




De seu retrato soa melodia


Você sorri


E a dança se inicia




Tens uma preciosidade que não se avalia


Mesmo fixa na fotografia


Apresenta sutileza e expressão de alegria




Além do corpo e traços de maravilha


Amo cada fantasia


Cada adereço e gestos que só beleza propiciam




Nesse quadro quero viver todo dia


Preparado e feliz


Para bailar em tua útil companhia




A tua imagem tem natureza sadia


Nos convida à vida


E as penas do cocar dão alento à Existência




Por tanto Revelo-me à luz de tua magia


Desde de quando a vi


Não consigo me desligar dessa folia!!!

USUÁRIO DORMITÓRIO




Eu moro longe demais


Quando volto à noite opaca


Dentro do ônibus que nos traz


Sinto que patinamos na velocidade fraca




Só vemos luzes apareçendo


Gradativamente ressaltadas


Pelas lâmpadas Erguidas




Por taxas bastantes elevadas


Pelas boas e más companhias


De luz, força e energia




Na estrada sem rede clara


Cada veículo desapareçe brusco


Ao se cruzarem ou na ultrapassagem


Nossa visão tem uma impressão que assusta o músculo.

MONOTONICIDADE


Monotonicidade

Durante os dias da História

Reflete idéias em conserva


Na tranquilidade

Observibrando no agora

Eu sigo incensano minha erva


As pessoas de idade

Não se exploram nem devoram

A inconsistência estrutural dos jovens e da esquerda


Na minha cidade

O chão é próprio ao que brota

A cabeça e as mãos organizam suas perdas

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

VULGIVAGA DO CORISCO


A minha vulgivaga

Égua vad(z)ia

Cabrita fugidia

(F)útil vagaba


A minha vulgivaga

Seiva que lubrifica a energia

Sangue de licor que delicio

Que bebo bem e não me embriga


A minha vulgivaga

Flor alva que alicia

Raiz que a alma alucina

Fornalha que abrasa a galha


A minha vulgivaga

Apetite de fogo no cio

Ignorância desdém papo vazio

Cheia de veneno alastrando pragas.

FELICIDADE MOVIMENTO E CONTACTO











Alguém já não sabe




Se cuidar assim




E eu tal como você




Não deixo que isso acabe




Participando de cada ato




Nesse vasto palco




Onde passo a acontecer








Como posso convencer




Todos a perceber de fato




Que isso é que é viver




Felicidade movimento e contacto








Sem parar sem correr




Sem cumprir nenhum contrato




Vive a ensinar e a aprender




Menos o pulo do gato








Portanto então sejamos sensatos




Ela é a gata que agente quer ver




Não na tela amarela da tv




Mas numa certa peça de shakespears "Au Theatre".












LIBERDADE TRANSCORRENTE



Liberdade geração


É assim pra mim


Lembrando : só pensar


Uma onda que liga ao Coração




Mais Coração Cor ação


Aumento do momento


Toda forma nova de compor


O movimento pelo corpo




Não um novo modelo


Que funciona como prisão


Às palavras aos gestos : expressão




Liberdade em forma de canção


Quando te encontro


Meus olhos Eu Leonardo só atração


Entre Tantos disperdícios prontos


Entre todos Baixos autos e tontos




Depois da farra você amassa


O copo de plástico


Da década e lasca


A geração às traças.


SINGULAR CRIAÇÃO


Pareçe ilusão

Brincar com significação

Mas realmente a única distração

É sedimentar a informação

Dentro de outra pessoa então


Mas todos onde estão?

Na certa de plantão

Em sua esperta escuridão

Na contramão

Mentindo em mutirão

Sentindo-se omitido em sua ação


Não só por isso estou são

Tenho a estranha sensação

Que podem me usar na situação

Só que em mim está impressa a expressão :

Homem nunca dantes visto em outra geração

Ser difefente em cada momento de sua mutação


Portanto aviso não sou afeito à imitação

Gosto de avanços barriga com pão

Quente presente com nova composição

Os outros Animais restrinjo-os à reprodução

Eu só me desempenho com Amor e satisfação!!!

Fazendo experiências e arranjos na criação.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

RENTE AS FOLHAS


Todo ponto-de-vista


É

-Prévio
-Primal
-Introditório


Nenhum

-Razão definitiva
-Noção acabada
-Expressão imperativa

Convoco os Animais Humanos
Para outra forma desconhecida
Rente as folhas antes não lidas
Vida límpida sem tantos enganos

Nossos momentos tem sidos desvalorizados
Nossa existência espetada pelo dinheiro
Cada palavra quer ser conceito derradeiro
Mas a verdade não é prar indivíduos cooptados.

FISSÃO DE ALEGRIA


Alegria

Pelo que te mostrei falo

Fio filtrado pelo gargalo

Do fogo do gogó macio do galo


Alegre Mente

Reticente sem rédeas semente

Identidade guardada grudad'istribuidade

Não nas Mãos do poder estabelec'indecente

Revelado presente lado a lado do outr'amigo

Recíproco sem recibo d'agente entre cidades


Alegre dança

Desenho cantiga gestos em fluxo mímica

Candur'ação magn'ética métrica única

Após os tempos atrás das coisas mínimas

Entre eu e você agora tanto imortal

Palavras lavradas nos campos celestes


Bela me torna vezes pernas

ritmicos peitos cheiro braços

Lar terra luz ocular como amar

Trilho traço brilho via Láctea.